Segunda-feira, Dezembro 12, 2011

Chop suey de frango


Ingredientes para três pessoas
Frango, 450 gr
Azeite
Cebola, 1
Alho, 4 dentes
Pimento vermelho, 1
Courgette, 1
Ananás, 5 fatias
Sementes de sésamo
Molho de soja, 2 colheres de sopa
Coentros
1. Corte o frango em pedaços, envolvendo-o em alho picado, sementes de sésamo e coentros.
2. Numa frigideira, com um pouco de azeite, salteie a cebola cortada em pedaços.
3. Junte o pimento cortado em tiras e deixe cozinhar até ficar macio.
4. Junte o frango em pedaços e mexa de vez em quando até alourar.
5. Em seguida, junte a casca da courgette cortada em tiras finas.
6. Deite o molho de soja e o ananás cortado em cubos.
7. Envolva tudo. No final junte os coentros.
8. Sirva com arroz branco.

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Quinta-feira, Maio 27, 2010

Bolo de Azeite e Mel


Farinha, 2 chávenas
Fermento em pó, 1 colher de chá
Açúcar mascavado, 2 chávenas
Azeite, 1 chávena
Mel, 1 chávena
Canela, 2 colheres de chá
Gengibre em pó, 1 colher de chá
Cravinho em pó, 1 colher de café
Ovos, 5

1. Juntar todos os ingredientes numa tigela e misturar bem.

2. Levar ao forno médio numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Domingo, Setembro 20, 2009

Semi frio Laurentino


Gelado de natas

Natas, 750 g
Açúcar, 8 colheres de sopa
Claras, 5

1. Batem-se as natas com 5 colheres de sopa de açúcar, até ficarem em creme.
2. À parte, batem-se as claras em castelo firme.
3. Depois juntam-se 3 colheres de sopa de açúcar e continua-se a bater até formar suspiro.
4. Misturam-se as natas com as claras, muito bem, e deita-se a mistura numa forma, previamente molhada e escorrida.
5. Leva-se ao congelador durante um mínimo de 4 horas.

Molho de chocolate quente

Chocolate preto, 150 gr
Açúcar, 5 colheres de sopa
Leite gordo, 1/2 chávena de chá

1. Mistura-se tudo numa panelinha que vai a lume brando, mexendo sempre até ferver.
2. Na hora de servir, desenforma-se o gelado mergulhando a forma em água quente.

Sirva o chocolate muito quente com o gelado de natas.

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Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Paella de camarão


Arroz, 3 chávenas
Pimento, 1
Tomate, 1
Alho, 4 dentes
Azeite, 1,5 dl
Coentros, 1 ramo
Açafrão, 1 grama
Sal, uma pitada
Piri-piri, 3
Camarão, 18 tamanho médio
Caldo de camarão, 9 chávenas




1. Descasque os camarões e reserve as cascas e as cabeças.
2. Faça um caldo com as cascas e as cabeças dos camarões, com 9 chávenas de água, uma pitada de sal e o piri-piri. Deixando ferver apenas durante 10 minutos.
3. Na paellera, frite os camarões no azeite bem quente juntamente com os alhos esmagados.
4. Em seguinda junte o pimento cortado em tiras e o tomate em pedaços.
5. Junte o caldo de camarão coado, o ramo de coentros, adicione o açafrão e rectifique de sal.
6. Quando levantar fervura, junte o arroz.
7. Leve ao forno aquecido previamente durante 15 a 20 minutos.
8. Retite do forno e deixe repousar 15 minutos.

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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

O Green Pepper

Pode um restaurante vegetariano seduzir gourmets habituados à restauração mais sofisticada? Pode. Quem viaja, sabe que sim. Entre nós isso não seria tão evidente, porque embora Lisboa disponha de, digamos, outros três restaurantes vegetarianos que podem ser recomendados a quem os sabe distinguir (a lista é curta por estarmos a falar de um padrão de qualidade sem reticências), ainda não havia nenhum onde pudéssemos levar detractores da filosofia vegetariana sem correr o risco de os ver deixar a comida de lado ou, em situação mais formal, vê-los a comer contrafeitos. É aí que entra o Green Pepper, que completa hoje um ano, e tem, entre frios e quentes, o melhor buffet verde de Lisboa. Se conhece, sabe do que falo. Se não conhece, vá experimentar. Fica na Avenida José Malhoa, n.º 14B. Vai ver que não se arrepende.

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Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

Tiramisu

Este tiramisu foi inspirado numa receita que o Jamie Oliver fez num dos seus programas que passam habitualmente na SIC Mulher.

Para a génoise
Açúcar refinado, 110 gr
Ovos, 4
Manteiga derretida, 50 gr
Farinha, 85 gr
Cacau em pó, 50 gr

Para o recheio
Mascarpone, 500 gr
Açúcar refinado, 70 gr
Gemas de ovo, 2
Vinho do Porto, 1 dl

Café, 1 dl
Licor Tia Maria
Chocolate branco derretido, 100 gr
Cacau em pó, para espalhar por cima
Barra de chocolate, para raspar

A génoise:
1.
Aqueça o forno a 180 graus centígrados.
2. Bata o açúcar com os ovos até ficar em creme.
3. Junte a manteiga derretida e, em seguida, a farinha e o cacau.
4. Deite a mistura num tabuleiro forrado com papel vegetal.
5. Leve ao forno durante 10 minutos.
6. Retine a Génoise do forno e deixe arrefecer.

O recheio:
1. Junte o mascarpone, o açúcar, as gemas e o vinho do Porto numa tigela e bata até ficar em creme.

O tiramisu:
1. Parta a génoise e disponha no fundo de uma tigela larga.
2. Ensope a génoise com o licor e o café.
3. Cubra a génoise com o chocolate branco derretido.
4. Deite o recheio de mascarpone.
5. Polvilhe com o cacau.
6. Enfeite com as raspas de chocolate.

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Sábado, Agosto 04, 2007

Quiche

Esta receita foi inspirada numa quiche que o Jamie Oliver fez num dos seus programas que passam habitualmente na SIC Mulher.

Para a massa
Farinha, 500 gr
Banha, 100 gr
Manteiga, 150 gr
Sal a gosto
Ovos, 2
Para o recheio
Ovos, 5
Natas, 5 dl
Sal, pimenta e noz-moscada a gosto
Queijo Cheddar, 100 g ralado
Cebolinho picado
Queijo de cabra, 100 g em pedaços
Queijo Gruyere, 100 gr em pedaços
Bacon, 6 fatias
Folhas de tomilho misturadas com azeite

A massa:
1.
Misture a farinha, a manteiga e a banha, junte os ovos e misture sem amassar.
2. Embrulhe a massa em película aderente e deixe no frigorífico uma hora.
3. Estenda a massa com o rolo e forre uma forma de tarte com fundo amovível.
4. Pique a massa com um garfo e coloque no congelador para congelar a massa.
5. Leve ao forno durante 10 minutos a fim de tornar a massa impermeável.

O recheio:
1. Misture todos os ingredientes do recheio, excepto o queijo de cabra, o bacon e o tomilho.
2. Deite o recheio na massa da quiche, espalhe os pedaços de queijo e de bacon, e por fim o tomilho.
3. Leve ao forno durante cerca de 30 minutos.

Sirva com cogumelos salteados e salada de pepino.

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Domingo, Março 11, 2007

A minha sabática

O Jimmy vai ter saudades minhas.

A Rita está pronta para a galderice.


A prespectiva de ir a Moçambique acentua o blasé da Taia.

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Empadas de camarão

Massa para as empadas:

Farinha, 300gr
Manteiga, 100gr
Azeite, 2 colheres de sopa
Água fria, 1dl
Sal a gosto
Ovos, 2 gemas

Recheio:

Camarões cozidos, 1kg
Molho béchamel

Para fazer o molho béchamel:

Manteiga, 2 colheres de sopa
Farinha, 2 colheres de sopa
Leite, 5dl
Noz moscada a gosto

[esta receita dá 12 empadas]


MASSA DAS EMPADAS:

1. Peneire a farinha para uma tigela grande.
2. Deite, em cima da farinha, a manteiga, o azeite e uma pitada de sal.
3. Misture com os dedos até ficar em areia.
4. Deite a água fria. Misture, sem amassar.
5. Faça uma bola e deixe a massa descansar durante uma hora no frigorífico.

MOLHO BÉCHAMEL:

1. Ponha a manteiga ao lume num pequeno tacho.
2. Adicione a farinha e mexa com o batedor de varas.
3. Quando a farinha estiver cozida, deite uama chávena de leite e mexa continuamente.
4. Vá acrescentando o restante leite e contitue a mexer.
5. Retire do lume quando o molho béchamel estiver espesso.
6. Tempere com a noz moscada e mexa.

AS EMPADAS:

1. Descasque os camarões cozidos e corte-os em pedaços.
2. Envolva os camarões com o molho béchamel.
3. Estenda 2/3 da massa e corte às rodelas. As rodelas de massa devem ser maiores do que a boca das formas.
4. Forre as formas com a massa, e encha com o recheio.
5. Estenda o outro terço da massa e corte as tampas das empadas.
6. Coloque as tampas de massa sobre as empadas e una os bordos.
7. Pincele com gema de ovo batida.
8. Leve ao forno quente durante 30 minutos.
9. Retire do forno e desenforme as empadas.

Sirva as empadas com uma salada verde e cogumelos recheados.

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Sexta-feira, Março 09, 2007

Queques de mel e canela

Ovos, 3
Mel, 5dl (um frasco)
Farinha, 150gr
Açucar, 100gr
Canela em pó, 2 colheres de chá
Erva-doce, 1 colhere de chá
[esta receita dá 24 queques]

1. Numa tigela, misture as gemas com o mel. Pode aquecer o mel em banho-maria para ficar líquido.
2. Peneire a farinha, junte a canela e a erva-doce. Envolva com as gemas e o mel, sem bater.
3. Bata as claras em castelo, adicione o açúcar e bata novamente. Junte ao preparado anterior.
4. Deite em formas pequenas.
5. Leve ao forno, moderado, durante 30 minutos.
6. Retire do forno e desenforme.

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Cogumelos recheados

Cogumelos grandes, 24
Alho, 6 dentes
Crème fraîche, 125gr
Queijo emental, 125gr
Bacon, 2 tiras
Sal, pimenta e salsa a gosto

[receita para quatro pessoas]

1. Lave os cogumelos, corte-lhes os pés e abra a cavidade.
2. Pique os pés dos cogumelos, pique os alhos e envolva com o crème fraîche. Tempere com um pouco de sal e pimenta.
3. Deite, na cavidade dos cogumelo, uma colher de chá do preparado anterior.
4. Rale o queijo emental e cubra os cogumelos.
5. Corte o bacon em pequenas tiras e deite por cima do queijo.
6. Leve ao forno, bem quente, durante 20 minutos.
7. Retire do forno e deite salsa picada por cima.

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Domingo, Janeiro 21, 2007

Pêras com vinho tinto

Pêras, 4
Vinho tinto, uma garrafa de 7,5dl
Açúcar, 10 colheres de sopa
Canela, 2 paus
Louro, 1 folha
Casca de laranja a gosto

1. Descasque as pêras, tendo o cuidado de deixar o pedúnculo. [Forma de as descascar com eficácia: coloque as pêras em água a ferver, durante 3 minutos. Depois, retire e passe por água fria e, em seguida, descasque.]
2. Deite o vinho num tacho de aço inox, deite o açúcar, a canela, a folha de louro e a casca da laranja. Acrescente as pêras. Tape e deixe ferver em lume brando.
3. Quando as pêras estiverem bem cozidas, retire para uma tigela.
4. Deixe o líquido ferver durante mais algum tempo para reduzir.
5. Retire do lume e deite por cima das pêras.
6. Pode servir morno ou coloque no frigorifico para servir frio.

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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Tarte de perdiz e ratatouille

Para este prato, se tiver um bom fornecedor de caça, deverá utilizar perdizes «frescas», chamemos-lhe assim. Caso contrário, se tiver de recorrer a mercearias ou supermercados, tendo de optar por animais ainda com penas (mortos sabe-se lá quando) ou congelados, nesse caso, a melhor opção será comprar perdiz pré-estufada. Poupa tempo e garante qualidade standard. Encontram-se com facilidade boas marcas francesas, inglesas e espanholas, e também uma portuguesa, cuja embalagem se vê na foto em baixo. Cada lata traz uma perdiz inteira, cozinhada em escabeche. A receita que segue dá à vontade para quatro pessoas.

Massa da tarte:

Farinha, 300gr
Manteiga, 100gr
Azeite, 2 colheres de sopa
Água fria, 1dl
Sal a gosto
Ovos, 2 gemas

Recheio: duas perdizes e molho béchamel.

Para fazer o molho béchamel:

Manteiga, 2 colheres de sopa
Farinha, 2 colheres de sopa
Leite, 1 chávena de chá
Molho do escabeche da perdiz
Noz moscada a gosto

Ratatouille:

Cebola, 1
Alho, 6 dentes
Abóbora, 200gr
Beringela, 1 grande
Courgettes, 2
Pimentos, 2
Tomate, 4
Azeite, 1dl
Sal, pimenta e louro, a gosto
Queijo parmesão e manteiga, a gosto

[receita para quatro pessoas]

MASSA DA TARTE

1. Peneire a farinha para uma tigela grande.
2. Deite, em cima da farinha, a manteiga, o azeite e uma pitada de sal.
3. Misture com os dedos até ficar em areia.
4. Deite a água fria. Misture, sem amassar.
5. Faça uma bola e deixe a massa descansar durante uma hora no frigorífico.

MOLHO BÉCHAMEL

1. Ponha a manteiga ao lume num pequeno tacho.
2. Adicione a farinha e mexa com o batedor de varas.
3. Quando a farinha estiver cozida, deite o leite e mexa continuamente.
4. Vá acrescentando o molho de escabeche das perdizes. Contitue a mexer.
5. Retire do lume quando o molho béchamel estiver espesso.
6. Tempere com a noz moscada e mexa.

TARTE DE PERDIZ

1. Desosse a perdiz e desfie em pedaços grosseiramente.
2. Junte a perdiz ao molho bechamel, envolvendo tudo.
3. Estenda a massa e forre uma forma de tarte.
4. Espalhe o recheio de perdiz sobre a tarte.
5. Corte tiras de massa e disponha, como uma rede, sobre a tarte.
6. Pincele a massa da tarte com gema de ovo.

RATATOUILLE

1. Descasque e corte as beringelas em pedaços.
2.Corte as courgettes em rodelas pequenas.
3.Corte a abóbora em cubos.
4.Corte os pimentos em tiras.
5.Pele os tomates e corte-os em pedaços.
6.Numa frigideira de ferro grande, aqueça o azeite e refogue a cebola e os alhos.
7.Deite os legumes, excepto o tomate. Tempere com sal, pimenta e louro. Deixe cozer em lume brando, entre 10 a 15 minutos.
8.Retire do lume, junte o tomate e deite tudo num recipiente de ir ao forno.
9.Polvilhe com o queijo parmesão e espalhe nozes de manteiga. Leve ao forno para gratinar.

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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Bolo de Natal de Moçambique

Ovos, 10
Farinha, 500gr
Manteiga, 300gr
Açúcar refinado, 150gr
Açúcar mascavado, 150gr
Mel de rosmaninho, 2 colheres de sopa
Corintos, 200gr
Sultanas douradas, 200gr
Abóbora coberta, 100gr
Cerejas cristalizadas, 100gr
Laranja cristalizada, 100gr
Cidrão, 100gr
Miolo de noz, 200gr
Pinhões, 100gr
Canela, 2 colheres de chá
Noz moscada, 1 colher de chá
Gengibre, 1 colher de chá
Erva doce, 1 colher de chá
Cravinho em pó, 1 colher de chá
Bicabornato de sódio, 1 colher de chá
Vinho do Porto, uma garrafa
Aguardente velha, meia garrafa


ANTES

Com dez dias de antecedência, coloque a fruta cristalizada (cortada em cubinhos), os corintos, as sultanas, o miolo de noz e os pinhões, a marinar em vinho do Porto e aguardente velha. Utilize uma tigela de louça, larga e funda. De vez em quando revolva com uma colher de pau.

DURANTE

1. Ponha o açúcar refinado a caramelizar e, quando estiver bem castanho, deite-lhe um pouco de água quente e duas colheres de sopa de mel, para não solidificar quando arrefecer.

2. Bata a manteiga com o açúcar mascavado. Quando estiver em creme, deite cinco ovos inteiros, um a um. Mexa bem.

3. De seguida, mais cinco gemas, uma a uma. Mexa bem. Guarde as claras.

4. Entretanto, junte o açúcar caramelizado, completamente frio, continuando a mexer.

5. De seguida, misture a farinha com a noz moscada, a canela, o gengibre, a erva doce, o cravinho em pó e o bicabornato. Misture muito bem.

6. Junte a farinha com o preparado anterior.

7. A fruta que esteve a marinar é enxugada num pano, e depois envolvida em chuva de farinha (para secar). Use um passador para tirar o excesso de líquido.

8. Envolva a fruta na massa, mexendo suavemente.

9. Bata cinco claras em castelo e envolva com o preparado anterior.

10. Deite a massa numa forma grande, forrada com papel vegetal e untada com manteiga. Leve a cozer em forno a 180 graus, aproximadamente. Se o bolo começar a tomar demasiada cor, baixe levemente o lume e cobra-o com papel vegetal ou folha de alumínio, até ficar completamente cozido (cerca de uma hora).

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Guia Lisboa

O Expresso acaba de publicar um guia de restaurantes de Lisboa, nada menos que 765, número significativo, porquanto respeita à cidade propriamente dita e não à área metropolitana no seu conjunto. Dentro de dias sai outro relativo ao Porto. Se compararmos com o guia Boa Cama Boa Mesa, do mesmo jornal, vemos que, para o país todo, o BCBM refere 466 restaurantes, dos quais apenas 52 são restaurantes do concelho de Lisboa. É fácil perceber porquê: o BCBM tem implícito um critério de selecção. Agora não. O Guia Lisboa, chamemos-lhe assim, pretende-se exaustivo. Inclui a planta da cidade e 13 mapas. E permite pesquisa por género: étnicos (africanos, alemães, argentinos, brasileiros, chineses, franceses, indianos, italianos, japoneses, etc.), com esplanada, com serviço de take away, com música ao vivo, com late service, desaconselhados a crianças, com vista sobre a cidade ou o rio, e os que não aceitam grupos. Apesar das inevitáveis omissões, muito útil. Relativamente a outros guias portugueses, a novidade está nas classificações, obtidas a partir da média de três itens: comida, decoração e serviço. O modelo próximo é o famoso Zagat. Os que não foram visitados pelos autores ou avaliados pelos leitores do jornal, não têm classificação. Desses apenas é indicado o preço médio por refeição, sem bebidas incluídas. Um ícone próprio identifica os que foram visitados por jornalistas do Expresso. Outro ícone assinala o best of. De um modo geral, a informação é correcta: indicações de ambiente romântico ou rústico, formal ou informal, histórico ou in [colunável]; cartões de débito e crédito; estacionamento fácil ou difícil, etc. Abre com seis tops: os 20 «mais», os 20 «por comida», os 10 «por cozinha tradicional», os 10 por «cozinha internacional», os 10 «italianos» e os 10 «românticos». Noto várias bizarrias, a maior das quais é ver classificado em 1.º lugar um restaurante como o Flores, do Bairro Alto Hotel. Classificado em 1.º lugar em duas categorias: no «top 20 mais» e no «top 20 comida». Não se trata sequer do meu juízo de valor. Mas um restaurante que não foi avaliado por leitores do jornal, nem visitado pelos jornalistas afectos ao projecto, como é que aparece em 1.º lugar? Por obra e graça do Espírito Santo? Na entrada respectiva (p. 113), nenhum item está classificado. Mas no «top 20 mais» (p. 9) e no «top 20 comida» (p. 10) vem indicado 18/16/18 [comida, decoração, serviço]. Em que ficamos? A omissão da página 113 é gralha? Tenho na memória um comentário de Eduardo Pitta: «O Restaurante Flores é uma sala pequena no piso térreo. Faz esquina com a rua homónima, tem um chef laureado (Henrique Sá Pessoa), decoração minimal, pessoal simpático, serviço mediano, cadeiras confortáveis e iluminação deficiente. A carta é curta (nada contra), mas nem assim a cozinha levanta voo. É simplesmente correcta. [...] A conta, sem gorjeta, foram 55 euros por boca: água, vinho, prato principal, sobremesa. O couvert é gratuito; o café e os chás foram tomados no terraço e pagos em conta separada.» Na impossibilidade de comentar em extensão e detalhe, vou referir outros dois aspectos. Por mor da ordem alfabética, os restaurantes Galeto e Gambrinus vêm na mesma página. É interessante verificar o sentido da Vox Populi (o rodapé em que os leitores comentam) vs a apreciação crítica dos autores do guia. Sobre o Galeto, a recente ordem de encerramento, por razões de higiene e outras, diz mais do que qualquer apreciação aleatória. Acerca do Gambrinus, publicar comentários como «Ao domingo péssimo [...] Pão com bicho, falta de limpeza dos pratos do pão. Comida de aspecto banal, etc.», parece-me, no mínimo, leviano. Um guia não pode funcionar como funcionam as caixas de comentário dos blogues... Os autores classificam-no com 16/14/17 [comida, decoração, serviço] e depois só publicam comentários negativos daquele que é considerado por muitos (para não dizer que é consensualmente considerado) o «grande» restaurante de Lisboa? Isto da Vox Populi tem que se lhe diga: considerar «Casa do tipo popular» um restaurante como o Bem Disposto, praticamente um clube de tias de Campo de Ourique, não lembrava ao Diabo! Adiante. Outra curiosidade: a Pizzeria Lucca, na Travessa Henrique Cardoso, muito perto da Avenida de Roma, «recebe» um 18 no item serviço. Só pode ser distracção... É que o Gambrinus tem 17, o Valle Flor (Carlton Pestana) tem 16, a Versailles tem 15, a Bica do Sapato tem 14, a Casa da Comida e o Eleven têm 13... etc. Isto dito, o Guia Lisboa, até pelo adequado formato, é um bom instrumento de consulta em matéria de referências práticas: tipo de cozinha, moradas, telefones, dias de descanso, etc. Há coisas que não se compreendem, como o facto da Varanda do Ritz não ter sido visitada pelos autores, e mais estranho ainda nenhum leitor ter avaliado. Afinal, Lisboa não tem outra sala como aquela, nem um bufete daquele nível!

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Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Arroz de bacalhau

Bacalhau, 2 postas do lombo (demolhadas)
Arroz, 3 chávenas de chá
Azeite, 2dl
Pimento, 1
Tomates, 4
Cebola, 1
Alhos, 6 dentes
Salsa, sal e pimenta a gosto

[receita para quatro pessoas]

1. Coza o bacalhau, retire a pele e as espinhas, desfaça-o em lascas.
2. Pique a cebola e aloure no azeite com um pequeno ramo de salsa.
3. Retire o ramo de salsa, adicione o pimento cortado às tiras fininhas, e deixe refogar durante dois minutos.
4. Junte o tomate sem pele e grainhas, mais os alhos picados. Deixe ferver. Mexa com uma colher de pau até ficar bem apurado.
5. Deite a água de cozer o bacalhau: duas chávenas e meia por cada chávena de arroz (um pouco mais se o preferir malandrino).
6. Assim que a água levantar fervura, deite o arroz, tempere com sal e pimenta e deixe cozer tapado durante cerca de 15 minutos.
7. Quando o arroz estiver cozido, desligue o lume, deite um pouco de salsa picada e deixe repousar, tapado, durante 10 minutos.
8. Sirva com uma salada verde.
Nota: Para cozer o bacalhau, ponha um tacho ao lume com litro e meio de água e, quando levantar fervura, retire do lume, junte o bacalhau, e tape. Deixe repousar durante 15 minutos. Tire o bacalhau e escorra.

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Sábado, Dezembro 09, 2006

Empadas de espinafres

Para a massa:
Farinha, 300gr
Manteiga, 100gr
Azeite, 2 colheres de sopa
Água, 1dl
Sal a gosto
1. Peneire a farinha para uma tigela grande e adicione uma pitada de sal.
2. Junte a manteiga e o azeite.
3. Trabalhe a massa até ficar areada.
4. Junte a água e misture rapidamente até ficar uma massa homogénea (mas não amasse).
5. Faça uma bola e deixe descansar no frigorífico durante uma hora.

Para o recheio:
Espinafres, 1 molho ou dois pacotes de 300gr
Alhos, 6 dentes
Azeite, 1 dl
Sal, pimenta e noz moscada a gosto
1. Corte a massa em quatro pedaços.
2. Estenda cada pedaço e corte em círculo com 20cm de diâmetro.
3. Recheie com os espinafres (previamente salteados em azeite e alho) e dobre a massa como se fosse um rissol grande.
4. Pincele com gema de ovo antes de levar ao forno pré-aquecido.
5. Coza durante 30 minutos.

Nota: Sirva com fatias de carne assada. Estas quantidades dão para quatro empadas.

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Os indianos de Lisboa

Lisboa está razoavelmente servida de restaurantes indianos, embora não haja nenhum que possa considerar-se um grande restaurante. Não estamos em Londres ou Nova Iorque. Isto dito, recomendaria cinco moradas:


Cantinho da Paz, rua dos Poiais de São Bento, n.º 4
Casa de Goa, calçada do Livramento, n.º 17
CAXEMIRA, rua dos Condes de Monsanto, n.º 4, 1.º
Shalymar Garden, rua Nova da Piedade, n.º 99, 1.º
Tamarind, rua da Glória, n.º 43

O primeiro e o terceiro são tascas. Por acaso são os melhores. O Casa de Goa parece um refeitório. O Shalymar Garden, situado no 1.º andar do mercado de São Bento, junto ao Parlamento, oferece algum conforto. O Tamarind tem uns toques de pós-modernismo na decoração fria. Nos guias há muito mais por onde escolher, e nem tudo vem nos guias. A selecção da revista Veja inclui doze, considerando o Cantinho da Paz o melhor de todos. Não sou da mesma opinião. Prefiro o Caxemira (não confundir com o Kashmir Tandoori da rua Doutor Gama Barros, que já foi bom, e agora é péssimo, embora, do ponto de vista da sala, continue a ser o mais requintado de Lisboa). O Caxemira, portanto. A família que o gere é ismaelita, oriunda de Moçambique. A sala é pequena: 40 lugares. E a decoração inexistente: dois quadros Kitsch dão uma nota de cor às paredes de azulejo branco. Estamos a falar de uma tasca. Abre de segunda a sábado, das 12:00h às 15:30h e das 18:00h às 22:30h. Fecha aos domingos e feriados. Não tem uma clientela sofisticada, mas ao almoço encontram-se advogados famosos e ao jantar actores idem. A partir das 13:00h é impossível arranjar mesa. Ao jantar é mais fácil. A cozinha é boa e o serviço simpático. Além de pratos goeses, inclui outros do Norte e do Leste da Índia: várias versões de caril, xacuti de cabrito (ou de galinha), vindaloos, peixe recheado, arroz polau, sarapatel, biryanis (o de camarão é excelente), grelhados tandoori, variações korma e karai de pratos de galinha, borrego ou camarão, etc. As chamuças e os bojés são do melhor que se come em Lisboa. O mesmo se diga do nann (apas) recheado de queijo. À sobremesa, prove bebinka, um bolo goês à base de coco e ovos, assado na chapa. O preço de uma refeição oscila entre 12 e 16 euros por pessoa, dependendo do consumo (ou não) de vinho. Fica praticamente na esquina da Praça da Figueira com a rua dos Condes de Monsanto: entra-se por uma porta com um ourives de vão de escada à esquerda de quem sobe. Não tem nada que enganar. Tem serviço de catering: se encomendar, pode dar um jantar indiano em sua casa.

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Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Best of 2006

Terça-feira, Novembro 28, 2006

Grandezas & Misérias da Invicta


Uma lenda enraizada é a de que a Norte se come sempre bem. Não é verdade. Ele há sítios onde se come bem (cada vez mais raros) e sítios onde se come mal (a larga maioria). Se juntarmos ao défice de cozinha um tipo de serviço muitas vezes simpático mas quase sempe pouco profissional, e se pensarmos que no triângulo Porto-Matosinhos-Leça os preços praticados são iguais aos do eixo Lisboa-Cascais, temos um cenário desencorajador. Vejamos as classificações que nos merecem quatro moradas selectas do Porto:


Porto Novo, restaurante do Sheraton Hotel / 17 valores
Kool, restaurante da Casa da Música / 9 valores
Bull & Bear / 11 valores
Oporto / 17 valores


O restaurante do Sheraton, o Porto Novo (na Rua Tenente Valadim, 146, T. 220404199), reúne várias qualidades: a sala é muito ampla e atravessada de claridade; as cadeiras, eterno calcanhar de Aquiles dos restaurantes portugueses, são confortáveis cadeirões forrados a veludo; a decoração é um curioso compromisso entre estética fria e tons quentes; o ambiente é cosmopolita; a cozinha obedece a padrões de qualidade indiscutíveis; o staff é simpático. Óbice: o serviço é lento e não corresponde ao que se espera de um hotel de luxo. Os preços são altos, mas nada que a concorrência de menor qualidade não pratique. Uma refeição para dois raramente fica por menos de 110 euros, que foi quanto custou a nossa: couvert, água, uma garrafa de vinho (um Shiraz chileno), duas entradas, dois pratos principais, duas sobremesas e um café. Num jantar da semana passada comi tranche de cherne sobre risoto de trufas negras. Estava sublime. O resto, um creme de santola, uma salada verde, tagliatelli de lagostins, um cheesecake de panacota e uma macedónia de frutos tropicais, igualmente muito bem. Mas é preciso dizer que as entradas (a sopa e a salada) chegaram à mesa uma hora depois de nos termos sentado. Numa sala com capacidade para 120 comensais, onde estavam cerca de 30, nada justifica a demora. Registe-se que servem jantares até às 23:30h. Os 17 valores da classificação relevam da qualidade da cozinha e do conforto geral. Outro galo canta a cerca de duzentos metros de distância: o restaurante do 7.º piso da Casa da Música, o Kool (na Praça Mouzinho de Albuquerque, vulgo Boavista, T. 226092876), é um verdadeiro desastre. Resulta bem em reportagem fotográfica... mas in loco parece as traseiras de um estádio de futebol. O piso é feito de material negro, absorvente, que retém os detritos das muitas solas que por lá passam. O efeito é devastador. O arquitecto do Grupo das Lágrimas bem pode limpar as mãos à parede (em cimento cru). A decoração pisca o olho aos anos 1950, com os seus tons laranja e os forros almofadados a napa. A parede de vidro transparente que separa a cozinha da sala dá um ar de promiscuidade ao ambiente. A escultura de Joana Vasconcelos, feita a partir da montagem de centenas de garrafas, não tira nem acrescenta. O chef Augusto Gemelli, de Lisboa, concebeu a ementa e formou a equipa. Um almoço ligeiro, de rigatoni com molho de tomate, pintada recheada de foie gras, mais uma garrafa de água, um gelado industrial, um amostra de tarte tatin e um café, ficou por 44 euros (duas pessoas). A pintada, excessivamente cozida, estaria feita há desoras: chegou à mesa cinco minutos depois de pedida. Salvou-se a extrema afabilidade da empregada que nos serviu, uma sósia de Paula Moura Pinheiro. Não merece mais que 9 valores. O dia foi realmente para esquecer, porque o jantar no Bull & Bear (na Avenida da Boavista, 3431, direcção Castelo do Queijo, T. 226107669), o restaurante do Miguel, como sói dizer-se, é um mito urbano. Quando abriu, há dez ou onze anos, não me recordo exactamente, achei vulgar. Terei voltado, entretanto, mais duas ou três vezes. A impressão manteve-se, os prémios sucederam-se, e a fama em crescendo. Não ia lá talvez há quatro anos, soubera da remodelação de 2005, achei que devia voltar. Para esquecer. Resumindo muito: um caril de camarão sofrível, uma açorda de camarão fria, uma dourada com berbigão a passar-se para o outro lado (o prato foi devolvido). Moral da história: 96 euros por três pessoas (a dourada não foi debitada), sem entradas, uma única garrafa de vinho (o Trincadeira do João Portugal Ramos), água, três sobremesas, um chá e um café. O escanção era muito simpático. Os outros empregados tropeçavam na mesa sem pedir desculpa. Desta foi de vez: assunto arrumado. Fica com 11 valores. A desforra veio com o Oporto (no Largo da Igreja da Foz, 105, T. 226100727), que é, no ambiente informal, porém sofisticado, uma simbiose de dois restaurantes de Lisboa: o XL e a Travessa. Quem conhecia o antigo Chez Dino, junto ao edifício da Alfândega, conhece o proprietário, o estilo e a escola culinária. Mas o Oporto ocupa o triplo do espaço e tem uma decoração mais requintada (digamos que é o amplo salão de jantar de uma casa de campo senhorial... com retratos do Who’s Who portuense nas paredes). Um jantar para seis pessoas, sentadas numa bela mesa oval onde cabiam oito, ficou em 195 euros (ou seja, 65 por casal, e não por pessoa, como de início se escreveu). Toda a gente comeu entradas e prato principal, ninguém ignorou as sobremesas, e só os cafés é que foram cinco. Garrafas de vinho (um Shiraz australiano) foram três. Serviço extremamente atencioso, nível gastronómico médio-alto. Os filetes de pescada (fresca) e salmão (fumado) são um achado. E os profiteroles tão bons como em Paris. Vi entrar gente, e ser muito bem recebida, às 23:55h. Só pode merecer aplauso. Leva os mesmos 17 valores que o Porto Novo, pelas razões que passo a explicar: no restaurante do Sheraton, a cozinha é muito mais criativa, mas a lentidão do serviço “anula” essa mais-valia; no Oporto a cozinha é mais casa de família, mas a qualidade e fluência do serviço “puxa-a” para cima. Daí o empate. Epimítio: o Porto está caro e difícil de decifrar.

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